quarta-feira, dezembro 20, 2006

Boas Festas!

A todos os camaradas e amigos, a todos os montijenses, o Clube de Política de Montijo saúda e apresenta Votos de um Feliz Natal e de um Ano de 2007 repleto de
Saúde...
Amor...
Paz...
Tolerância...
Solidariedade...

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Homens Contra a Violência

Catarina Marcelino
Presidente das Mulheres Socialistas de Setúbal

O Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Setúbal, no âmbito do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, associou-se a um grupo de homens que decidiu tomar posição pública contra a violência.
Este documento, subscrito por um grupo alargado de militantes socialistas e independentes, foi apresentado no dia 25 de Novembro, no Clube dos Oficiais na Praça do Bocage em Setúbal.
Seguindo a tendência europeia e norte americana no surgimento de movimentos masculinos contra a violência de género, estes cidadãos afirmam a sua identidade de género e subscrevem um conjunto de princípios que visam afirmar publicamente uma conduta masculina responsável e não violenta.
Os dez princípios subjacentes no documento defendem uma representação social da masculinidade pacífica e positiva, a subscrição da Carta dos Direitos Humanos nos artigos que se referem a actos de violência praticados contra seres humanos, reafirmam o dever de todos os cidadãos e cidadãs de denunciar actos de violência doméstica bem como o dever das entidades públicas de agirem contra este flagelo.
Afirmam ainda a defesa das relações privadas entre mulheres e homens na base da liberdade, da igualdade e do respeito mútuo, condenando as relações familiares que afirmam o poder pela violência.
Defendem que a violência de género tem de ser encarada como crime, mas também defendem a necessidade de uma estratégia integrada de intervenção familiar e comunitária e de que os homens nas famílias e na comunidade têm de contribuir de forma presente para uma educação das crianças assertiva, afectiva, saudável e não violenta.
Por fim dizem querer contribuir positivamente para uma sociedade onde homens e mulheres, afirmando a igualdade de direitos e deveres de cidadania, promovem a solidariedade, a justiça social, combatendo lado a lado a violência de género.
O Manifesto tem a subscrição de muitos homens, da área da política, das artes, do ambiente, dos assuntos sociais e económicos, das empresas, entre outras, que quiseram neste dia, enquanto cidadãos, juntar-se às vozes que proclamam o combate à violência contra as mulheres que provocam um número de vítimas difícil de estimar pela natureza do crime.
Sabemos contudo que entre 2000 e 2005 foram apresentadas 89 mil queixas nas forças de segurança (PSP e GNR) e sabemos ainda que a maioria das pessoas vítimas de violência doméstica não apresentam queixa, o que significa que o número de situações ultrapassar largamente o número das queixas apresentadas.
Esta realidade é intolerável, esta situação tem de ser denunciada e a sociedade tem de passar de uma posição assistencialista relativamente às sobreviventes, que as ajuda a fugir das suas vidas, a sair das suas casas, a procurar refúgio, para uma situação em que este tipo de ajuda seja para situações extremas, e onde a norma passe a ser, aqueles que cometem o crime sejam afastados das vítimas, sejam julgados e condenados pelo crime que cometeram.
É para esta nova visão do problema que estamos a avançar, a violência doméstica e de género é crime e os homens não querem ser identificados com ela, os homens querem ser parte da solução denunciando, estando ao lado das mulheres, de igual para igual, contra o flagelo da violência que é global, não olha a idades, profissões ou classes sociais.
A violência doméstica é crime, cabe a todos nós, homens e mulheres, combatê-la, contribuindo para a construção do Portugal de Abril, porque onde há uma mulher vítima de violência não pode haver liberdade!